Presidente da Comlurb depõe na CPI das Enchentes

Os 28 contratos da Comlurb para o serviço de garis comunitários terminam no fim deste mês, mas ainda não há uma alternativa para substituir esses 633 trabalhadores, responsáveis pela limpeza urbana em comunidades. “Há deficiências na coleta de lixo das favelas que precisam ser resolvidas o quanto antes”, destacou o presidente da CPI das Enchentes, Tarcísio Motta, durante sessão realizada hoje, quinta-feira (06/06), na Câmara Municipal.

Esta foi uma das constatações feitas pela comissão parlamentar que recebeu o presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Tarquinio Prisco, acompanhado de técnicos da empresa. A quantidade de garis comunitários já foi bem maior: 3100 há cerca de 10 anos. A redução dessa mão de obra é uma das linhas de investigação da comissão para identificar possíveis falhas no atendimento às favelas, assim como a quantidade de equipamentos para atuar nessas comunidades. “Vamos aguardar as listas dos equipamentos específicos para becos e favelas para que possamos avaliar melhor”, ressaltou Motta.

Para tornar a empresa mais eficiente em eventos climáticos extremos, segundo os parlamentares, também é preciso haver um plano para o manejo de árvores e melhorar a articulação com secretarias municipais, como a de Meio Ambiente e a de Infraestrutura e Habitação, a Cedae e Zona Oeste Mais Saneamento.

Para a próxima reunião da CPI, marcada para 13 de junho, foi convocado o chefe executivo de Operações e Resiliência do Centro de Operações Rio (COR), Alexandre Cardeman, acompanhado de técnicos. O COR tem como objetivo monitorar e otimizar o funcionamento da cidade, além de antecipar soluções e minimizar as ocorrências, alertando aos setores responsáveis sobre os riscos e as medidas urgentes que devem ser tomadas em casos de emergências como chuvas fortes, acidentes de trânsito e deslizamentos.