Rio-Águas não tem programa de ação para as favelas

A cidade do Rio de Janeiro tem mais de 200 cursos d’água, mas não há servidores nem estruturas suficientes para fiscalizar todos os rios da cidade. Também faltam recursos para a realização de obras de drenagem, técnicos de topografia, sondas para monitorar o nível da água dos rios e canais, entre outras necessidades primordiais na prevenção de enchentes. Essas foram algumas das conclusões a que chegou a CPI das Enchentes após a sessão desta quinta-feira (23/05) na Câmara Municipal, que contou com o depoimento do presidente da Fundação Instituto das Águas do Rio de Janeiro (Rio-Águas), Marcelo Jabre Rocha, acompanhado de técnicos do órgão municipal.

 

A falta de um programa de ação que atenda às necessidades das favelas e de técnicos formados em engenharia hídrica – dois 50 que estão em serviço – chamou a atenção dos parlamentares. Além disso, os servidores da Rio-Águas afirmaram que a prioridade das obras é decidida pelo prefeito.

 

Percebemos que a Rio-Águas não é forte institucionalmente pra resolver os problemas das enchentes da cidade. Ficou provado, a partir dos depoimentos, que quem define a prioridade das obras de drenagem, por exemplo, é o prefeito. Mas essa decisão não pode ser política, e sim técnica, embasada em estudos que avaliem os riscos a que a população está exposta”, disse Tarcísio Motta, presidente da CPI.

 

A próxima reunião da CPI, marcada para o dia 30 de maio, irá ouvir o depoimento do subsecretário municipal de proteção e Defesa Civil da Secretaria Municipal de ordem Pública, Edson Tavares da Silva