Geo-Rio na CPI das Enchentes: faltam recursos para atender a cidade

Uma série de faltas foi o que a CPI das Enchentes concluiu após ouvir os depoimentos do presidente da Fundação Instituto Geotécnica (Geo-Rio), Herbem da Silva Maia. “Faltam servidores, viaturas para as vistorias, articulação entre os órgãos da prefeitura, orientação de prioridades, orçamento e planejamento. A Geo-Rio está sem condições de atender as necessidades da cidade”, concluiu Tarcísio Motta (PSOL), presidente da comissão.

A sessão, ocorrida na tarde de ontem (16/05), também contou com as presenças dos técnicos da Geo-Rio Ricardo Neiva D’Orsi e Ernesto Ferreira, que foram perguntados sobre suas condições de trabalho e ações sobre a manutenção e contenção de encostas, estudos sobre áreas de risco, sistemas de alerta e de alarme sonoro e protocolo de interdição de vias. Apesar de afirmar que o orçamento da instituição atende à demanda da cidade, Maia informou à CPI que há apenas quatro viaturas para a realização de vistorias em todo o município, que mais da metade do quadro de servidores da Geo-Rio vai se aposentar nos próximos dez anos e que não há um mapeamento geotécnico da Zona Oeste.

“Ficou claro que é preciso mais recursos para uma série de ações, como estender o sistema de alarme pra Zona Oeste e revisar o protocolo de interdição de vias, além de estendê-lo para outras áreas. A Geo-Rio está refém de governos que não consideram a prevenção de enchentes e deslizamentos uma política de estado. Não é possível que a Geo-Rio seja um órgão tão pequeno com uma função gigante”, disse Tarcísio Motta.

Para a próxima sessão, marcada para 23 de maio, às 13h, a CPI convocou o presidente da Fundação Rio-Águas, Marcelo Jabre Rocha.