TCM contradiz a prefeitura em mais de R$ 800 milhões

A CPI das Enchentes vai perguntar a Marcelo Crivella, mais uma vez, quanto a prefeitura já gastou com ações de prevenção de risco e combate às enchentes na cidade. É que na sessão de hoje (09/05), técnicos do Tribunal de Contas do Município (TCM) apresentaram um valor bem menor do que a prefeitura afirmou. De acordo com o TCM, os gastos no controle de enchentes, proteção de encostas, expansão do saneamento, drenagem e obras de pavimentação, somando os anos de 2017, 2018 e os primeiros meses de 2019, é de R$ 470 milhões. No entanto, em ofício do dia 25 de abril dirigido à CPI, o secretário especial da prefeitura, Ailton da Silva, afirmou que “a Prefeitura já investiu R$ 1,296 bilhão em ações de prevenção de riscos e de combate às enchentes na cidade” na atual administração.

Ao perceber tamanha diferença entre os valores, o presidente da CPI, Tarcísio Motta (PSOL), perguntou aos técnicos do TCM presentes se o valor informado pelo secretário poderia estar registrado em alguma outra ação, mas os técnicos não conseguiram identificar o R$1,3 bilhão, contradizendo o ofício enviado pelo secretário.

“Isso demonstra que a prefeitura, diante de uma crise, decide apostar com a vida das pessoas. Vamos perguntar mais uma vez a Marcelo Crivella. Ou ele explica como chegou a esse valor de R$1,3 bilhão ou ele mentiu para a CPI”, disse Motta.

Na mesma sessão, foram aprovados novos passos para a investigação, como a revisão dos protocolos de interdição de vias e o de acionamento das sirenes do sistema de alerta, e que o TCM realize uma auditoria operacional do sistema de Alerta e Alarme da cidade.

Na próxima sessão da CPI, marcada para 16 de maio, os parlamentares irão inquirir o presidente da Fundação Instituto de Geotécnica do Rio de Janeiro (Geo-Rio), Herbem da Silva Maia.